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O filme 

O filme começa e termina na Sorocaba atual, mostrando uma moderna metrópole. A história que contaremos é a de João de Camargo, que viveu de 1858 a 1942 e foi iluminado por milagres. De escravo a líder místico, mítico, construtor de uma igreja e criador de uma religião sincrética absolutamente original.

Uma lente no mundo caipira, seus causos, suas cantorias, suas crendices. Mostrar o que sobrou de sua cultura, sua arquitetura, sua linguagem. A grande "Feira de Muares", as tropas de mulas rasgando o sertão. Outra lente no milagre, na visão do mistério, na inquietação que nos vai perseguir até sempre. Duas realidades que se misturam, dois estilos que se fundem.

Por um lado observar esse mundo em formação. Por outro, testemunhar o milagre. Por mais que a ciência amplie nossos horizontes, cada vez mais precisamos do milagre para viver. Ele não pode ser observado, apenas experimentado. E não é isso o cinema? Truques que, quando sinceros, podem virar milagres. Os momentos de glória do cinema brasileiro não se devem à tecnologia sofisticada. O que sempre contou foi a sinceridade de nossa alma, a originalidade de nossas histórias e a ousadia de nossas gentes. Não que isso seja fácil, mas é preciso tentar, com a licença e a benção de todos os santos e orixás.

A Sinopse

Cafundó é o lugar onde o Judas perdeu as botas. Um universo mítico onde os milagres são "normais". Estamos em 1860. Um Príncipe governa o País. A escravidão dos negros também é "normal". Vivemos num paraíso de Debret. O menino João nada na lagoa com os patinhos. Tem 9 anos. É um pretinho inteligente de olhos bem abertos, atentos. Nhá Chica conta pra João a história do menino Alfredinho. O cavalo de Alfredinho se assusta com uma cobra. O menino fica preso pelos estribos. É despedaçado nas pedras. Seu sangue se mistura com aságuas límpidas do riacho. Na beira dágua uma cruz de cedro.Orai pela alma do pobre Alfredinho. O mistério da cruz encanta o menino João.

A igreja tem o esplendor do Império. E fica pertinho do Cafundó. O lugar onde o judas perdeu as botas é um paraíso que fica perto. A mãe de João é cozinheira. João é criado de casa. Um menino servindo a sinhazinha. A paixão é secreta. Só João sabe. João é um toureiro que reza. Como num sonho, salva a sinhazinha do touro bravio. Mas a sinhazinha não é pro bico de João. Primeira desilusão. A vida vai passando, o menino João é adulto, está trazendouma ultima tropa pra seu patrão, antes que acabe a escravidão. A viagem é longa e maravilhosa. João se deslumbra com o olhar. Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Até chegar em Sorocaba. Algodoais em flor. A paisagem no lombo dos burros.

Estoura a Feira de burros. É espetacular. Circo de cavalinhos, grande quermesse, uma babel, uma feira de automóveis da época. O burro era o automóvel. João e seu amigo Cirino terâo a liberdade pela frente. O que vão ser? Cirino quer ganhar o mundo. Ir prá bem longe do Cafundó. João quer ficar no Cafundó. A "beleza está aqui", ele diz. João se casa. Mulher branca, terno branco, pés descalços. De trem até Santos. A viagem é linda. O casal é lindo. Abraçados na praia vêm passar o grande transatlântico iluminado como em Amarcord, de Fellini. Na praia os batuques ancestrais. A mulher de João gira na roda formada na areia. A vida no Cafundó não é fácil. Parece que o paraíso acabou. Uma peste leva embora a mãe de João.

 

Um tropeiro leva embora a mulher de João. Ele está só e desesperado. Embriagado num bar na beira da estrada. A chuva cai forte Lembra do menino Alfredinho. A cruz de cedro cresceu na beira do Riacho da Água Vermelha. Brotou. Criou raízes. Um milagre.

Um raio corta o escuro do céu iluminando João ao lado da cruz. O menino Alfredinho aparece montado num cavalo vermelho e lhe conta o caminho das pedras. Fazer o bem aos seus semelhantes. João, como Paulo a caminho de Damasco, entende tudo. Vira um santo. Ele que já era um santo. Estamos no começo do século vinte. João é consagrado Papa de sua própria Igreja do Bom Jesus do Bonfim da Água Vermelha. Anda de táxi. Usa o telefone. As ruas de Sorocaba estão iluminadas. As do Cafundó eu não sei. O enterro de João é o coroamento de uma vida. A vida é um milagre continuo. Uma história caipira, um negro caipira, João de Camargo entendeu a construção de seu próprio mito. Um negro que venceu no mundo dos brancos.

fonte.: Site Cafundó
Uma ficção sobre João de Camargo.

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